
Giving focus to the Cultural, Scientific and Social Dimension of EU - CELAC relations
News
LA Referencia. Promoviendo el acceso abierto desde los gobiernos de LATAM
La Red Federada de Repositorios Institucionales de Publicaciones Científicas, o simplemente LA Referencia, es una red latinoamericana de repositorios de acceso abierto. Por medio de sus servicios, apoya las estrategias nacionales de Acceso Abierto en América Latina mediante una plataforma con estándares de interoperabilidad, compartiendo y dando visibilidad a la producción científica generada en las instituciones de educación superior y de investigación científica.
A partir de los nodos nacionales, se integran artículos científicos, tesis doctorales y de maestría, provenientes de más de un centenar de universidades e instituciones de investigación de los ocho países que hoy conforman LA Referencia. Argentina, Brasil, Chile, Colombia, Ecuador, El Salvador, México y Perú son miembros activos de la red y Costa Rica se integró el 2016. Esta experiencia se basa en acuerdos técnicos y organizativos entre organismos públicos de ciencia y tecnología (Ministerios y Oncyts) de los países miembros, conjuntamente con RedCLARA.
La Referencia nace del Acuerdo de Cooperación, firmado en Buenos Aires en el año 2012, que refleja la voluntad política de ofrecer en acceso abierto la producción científica de América Latina como un bien público regional con énfasis en los resultados financiados con fondos públicos.
Misión
Ofrecer en Acceso Abierto la producción científica de América Latina financiada con fondos públicos, mediante la cooperación y articulación de una red federada de repositorios institucionales, basada en acuerdos regionales y estrategias nacionales de acceso abierto.
Visión
Para 2020 LA Referencia estará compuesta por la mayoría de los países latinoamericanos que promueven políticas nacionales de acceso abierto. La red contará con una institucionalidad sostenible, reconocida a nivel regional e internacional como una plataforma que proporciona servicios tecnológicos, coordina estándares y directrices, y articula iniciativas de cooperación regional en acceso abierto con otros actores. Ofrecerá, junto a sus asociados, la producción de excelencia con especial énfasis en aquella financiada con fondos públicos.
Saber más: http://www.lareferencia.info/es/
Ponto de Ruptura Civilizatória: a Pertinência de uma Educação “Desobediente”Revista CTS nº 33. Dossier Nuevos desafíos en la enseñanza de las ciencias, la matemática y la tecnología RESUMO Com este artigo, objetivo apresentar um alerta para a falta de contundência da educação tecnológica e, por extensão, da educação formal como um todo, especialmente relativa às análises das relações CTS e às soluções das graves questões contemporâneas, que vêm comprometendo a sobrevivência da espécie humana e dos demais seres vivos. Estamos passando do limite da passividade e nos tornando quase que coniventes a um processo civilizatório suicida, elitista e, perigosamente, cruel. As variáveis em jogo no tabuleiro complexo das sociedades do norte e do sul do planeta, em algum momento, há de se constituir em objetos de trabalho docente, o que ajudará a superar os apassivados sistemas educacionais no mundo inteiro e, ao mesmo tempo, a contribuir para a formação de uma mentalidade que priorize o bem-viver e a equidade social. Considerando o desafio aqui esboçado, alguns autores contemporâneos de diferentes áreas me auxiliarão na defesa dessa ideia, cujo ponto de ruptura exige uma desobediência ao equivocado processo civilizatório vigente que, se ignorado no plano educacional, poderá ter consequências nefastas e irreversíveis à humanidade. Em síntese, a partir das reflexões acerca da equação civilizatória, busco evidenciar as variáveis e os elementos fundamentais envolvidos nessa finalidade no intuito de auxiliar projetos e ações capazes de reverter tal cenário. Palavras-chave: educação desobediente, equação civilizatória, CTS, variáveis contemporâneas A CATÁLISE À medida que nos aprofundamos em determinados temas, vamos sofrendo uma catálise que acelera muitas reflexões e impinge certas decisões mais radicais nas relações de poder na sociedade moderna. Além da larga experiência no magistério, das inúmeras participações em eventos nos mais variados espaços da educação e minha lida diária em examinar as diversas correntes do pensamento humano, o motivador maior para a revolução intelectual de minhas ideias são, indubitavelmente, os livros de autores contemporâneos vivamente preocupados com o processo civilizatório. Eles têm sido meus companheiros inseparáveis e consultores fundamentais, que me levaram a bradar, de modo categórico, certa “desobediência” da educação para ocupar lugar prioritário nos debates e análises da vida em sociedade. Jean-Claude Guillebaud (2003) me acendeu ainda mais a vontade de ousar a pensar e a me expor a tais desafios, ao iniciar seu ensaio com uma reflexão de Georges Bataille em seu livro “A reinvenção do mundo” , onde manifesta suas limitações e desejos de estabelecer diálogo, de gerar ideias contrastantes e generosas: Eu gostaria de ajudar meus semelhantes a se habituarem à ideia de que a reflexão é um movimento aberto. Um movimento que nada tem a dissimular, que nada tem a temer. Mas, na verdade, os resultados do pensamento estão estranhamente sujeitos à competição e às suas provas. Ninguém consegue desligar completamente o que pensa da autoridade real que a expressão deste pensamento virá a ter. E esta autoridade se adquire no decurso de jogos, cujas regras tradicionais, um tanto arbitrárias, comprometem aquele que se expressa a fazer crer que seu pensamento é uma operação definitiva e sem falhas. É uma comédia bastante desculpável, mas ela isola o pensamento em revoadas de pássaros que nada mais tem a ver com uma caminhada real, necessariamente dolorosa e aberta, sempre em busca de ajuda e jamais de admiração. (BATAILLE apud GUILLEBAUD, 2003, s/p).
Walter Antonio Bazzo – walter.bazzo@ufsc.br Descargar artículo | |
La innovación en patrimonio cultural: un espacio de confluencia de diversas bases de conocimientoElena Castro-Martínez y Román Fernández-Baca Casares
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Las paradojas de la cohesión social en América LatinaNicolás M. Somma Llama la atención que las sociedades latinoamericanas, aun con sus problemas innegables, sigan funcionando y en pie. Acceder: https://www.redalyc.org/html/3575/357535434004/ | |
Analysis of EU-CELAC Collaboration in Science, Technology and Innovation
The objective and mutual interest is not only to increase scientific knowledge, but also to tackle cross-border societal challenges such as climate change, sustaina Eble energy, health and other. The analytical report, not yet finalized, includes an overall description of the STI landscape in LAC, and an analysis of the STI collaboration between EU and LAC, describing the cooperation in different levels and analysing the participation of LAC countries in the EU Framework Programmes. Main findings:
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Literature repository on EU-CELAC cultural relations
The repository is publicly available at www.eulac-focus.net and has two objectives: on the one hand, to ease the research and the analysis of the state of the art with regard to cultural relations between the EU and LAC; and, on the other hand, to provide an open source database with a keyword search system, containing links to web documents and bibliographic references. The repository includes 121 documents, divided into the following categories:
You can access the repository freely on: Can be accessed at www.eulac-focus.net/publications--repository/repository/ | |
Mapping and Analysis of Academic Networks and Mobility Schemes between the EU and LAC
A general stock tacking and mapping exercise of Academic networks and mobility schemes There is a rich system of different academic networks in place both in LAC and the EU. The stock-taking exercise included in the report identifies 197 academic networks, mobility schemes and cooperation projects, of which 87 are institutionalised and ongoing academic networks, the remaining being more temporary schemes and cooperation projects. Furthermore, the LAC national schemes are analysed in terms of aims and extension. EU and LAC mobility schemes differ notably in extension and geographical coverage; while the EU with Erasmus+, ERC and MSCA operate regionally and even bi-regionally, the LAC schemes of academic mobility are mostly limited to a national level. Analysis of mobility trends and patterns (e.g. in FP7 and Horizon2020) The report analyses the patterns of LAC participation in Erasmus+, the Framework Programmes and European Research Council grants. Overall, it is clear that the countries with more scientific presence internationally (Brazil, Argentina, Mexico, Chile and Colombia) are forefront countries also regarding participation in the abovementioned schemes. In terms of LAC funding, an analysis in made to survey the funding sources in WoS co-publications (a total of 176,507 EU-LAC co-published documents from 2005 to 2017), ranking the 10 most active Latin American funding agencies and number of funded publications, as well as the 10 most active European funding agencies. In-depth examination of needs and potentials for the up-scaling of bi-regional cooperation and mobility The report addresses seven bi-regional academic mobility networks to obtain more in-depth information, analyzing their approach to cooperation, organizational structure, key challenges and needs for support in order to extract good practices and the following recommendations:
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Synthesis Report on Cross-Cutting Topics - Mobility, Inequality, Diversity and Sustainability in the EU-CELAC relations
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A revolução das máquinasCarlos Vogt. ComCiência. O que sabemos sim é que a interação, cada vez maior e mais intensa, do homem com a máquina, da máquina com o homem e da máquina com a máquina, criará, como está criando, novos tipos de intersubjetividade, possibilitando novas formas de emoção e de sensação que também desconhecemos e que, por isso, a exemplo dos estados de consciência, não temos como nomear.
Dentro do hábito de classificar, ordenar e constituir princípios de explicação – o que é também uma tendência, um traço cultural e uma característica das formas de organização do conhecimento –, está o arrolamento de fatos, eventos, datas e acontecimentos que se apresentam como marcos da história da humanidade e de suas transformações. Assim, no século XX, três grandes marcos do avanço do conhecimento científico e tecnológico são apontados: o Projeto Manhattan, que produziu também a bomba atômica, o Programa Espacial, que, em 1969, levou o homem à lua, embora boa parte da população do planeta ainda ignore o feito ou nele não acredite; o Projeto Genoma, possível científica, técnica e tecnologicamente graças, de um lado, ao desenvolvimento da genética – ao longo do século – e à descoberta do DNA, no início dos anos 1950, e, de outro, ao surgimento da bioinformática e da biotecnologia. Acrescente-se a isso a velocidade sempre crescente das novas tecnologias de informação e de comunicação, as NTICs, e tem-se o cenário estabelecido das condições propícias a grandes transformações não apenas no mundo das tecnociências, mas no universo, não menos complexo, das relações sociais, políticas e culturais da contemporaneidade. Estamos, de fato, na iminência de uma nova revolução no mundo moderno? A quarta, na ordem cronológica de grandes acontecimentos indicados como marcos das transformações do homem em sociedade, da sociedade dos homens e do conhecimento, visto como a energia de deslocamento da nave dessa aventura? Se aceitarmos a cronologia das descobertas e invenções que balizaram as grandes mudanças ocorridas nas relações de produção e de trabalho na história recente da humanidade, a resposta é sim. De fato, a primeira dessas revoluções tem como marco fundador a descoberta, em fins do século XVII, da máquina a vapor e a transformação da energia térmica em energia mecânica. O padrão de produção manual é substituído pela mecanização numa escala tal que domina o século XVIII e se estende até o começo do século XIX. Com a eletricidade, na metade do século XIX, nova mudança radical, que torna possível a produção em massa. Um terceiro momento nesse processo transformador se dá após a Segunda Guerra Mundial, no século XX, com o advento da eletrônica e das tecnologias de informação e de comunicação. Posto assim, parece simples, mas não é. Ao contrário. O impacto de cada uma dessas mudanças sobre o conjunto das relações sociais, políticas, econômicas e culturais foi enorme e definitivo em cada época de suas prevalências e nas consequências acumuladas, nos caminhos estabelecidos e percorridos por sucessivas gerações que, agora, vivem a expectativa, os receios e as esperanças das transformações que se anunciam sob o tópico da quarta revolução industrial, ou revolução industrial 4.0. “A quarta revolução industrial”, como diz Klaus Schwab, diretor executivo do Fórum Econômico Mundial e autor de um livro de referência indispensável sobre o tema[1], “não é definida por um conjunto de tecnologias emergentes em si mesmas, mas pela transição em direção a novos sistemas que foram construídos sobre a infraestrutura da revolução digital”. A automatização total das fábricas, que já vem ocorrendo em um projeto da Alemanha, desde 2013, tornou-se possível graças aos sistemas ciberfísicos tornados realidade pelos avanços da internet, em particular da internet das coisas e da computação em nuvem. É um mundo totalmente transformado este que se anuncia pela voz, não profética, mas virtual, das tecnociências, sobretudo das TICs e da biotecnologia. Na hipótese otimista, se as máquinas se ocuparem de tudo, sobrará ao homem o ócio criativo, que é também o título de um dos livros de Domenico De Masi, que marcou época e influenciou leitores espalhados pelo mundo à espera intelectual, às vezes também existencial, desse paraíso da digna vagabundagem na Terra. Na hipótese mais pessimista, o humanismo e o liberalismo, levados às últimas consequências de seu desenvolvimento, causarão sua própria ruína e o homem, enfim, inútil, militar e economicamente, será vencido e dominado pela inteligência, sem consciência, das máquinas e de super-homens, poderosos, inteligentes e conscientes, embora não se saiba, com quase nenhuma certeza, quais os estados de consciência que os caracterizariam, nos cenários desse mundo transformado e em transformação[2]. Não sabemos, ou sabemos muito pouco ainda sobre esse futuro imediato, até porque o que sabemos sobre o cérebro do homem, embora muito sobre o que já se soube, é pouco em relação à vasta complexidade de seu funcionamento. O que sabemos sim é que a interação, cada vez maior e mais intensa, do homem com a máquina, da máquina com o homem e da máquina com a máquina, criará, como está criando, novos tipos de intersubjetividade, possibilitando novas formas de emoção e de sensação que também desconhecemos e que, por isso, a exemplo dos estados de consciência, não temos como nomear. O mundo se transforma e com ele o homem que o transformou, desta vez na companhia das máquinas que são, não apenas a causa, mas também agentes ativos dessa transformação. [1] Klaus Schwab: A quarta revolução industrial, Edipro, São Paulo, 2016. [2] Ver, por exemplo, os livros de Yuval Noah Harari, Sapiens – uma breve história da humanidade, LPM, Porto Alegre, 2015 e Homo Deus – uma breve história do amanhã, Cia. das Letras, São Paulo, 2016. | |
Qualidade na pós-graduação vai além da produção de artigosPor Luanne Caires Programas considerados de excelência no Brasil aliam boa produtividade acadêmica a um ambiente autônomo e criativo de formação Em 2018, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), responsável pela avaliação dos programas de pós-graduação no Brasil, recebeu 84 denúncias de cursos de mestrado e doutorado que funcionavam sem reconhecimento da coordenação no país. As denúncias foram encaminhadas ao Ministério Público e reacenderam o debate sobre a qualidade da formação oferecida aos estudantes de pós-graduação. Se, de um lado, há instituições mal-intencionadas que oferecem formação não qualificada, de outro há programas que representam positivamente o que é esperado em termos de formação de pessoal. A Capes define uma série de critérios, os quais incluem qualidade da produção científica, qualificação dos professores e inserção social do programa. Com base nos critérios, os programas são classificados em uma escala de 1 a 7. Os programas de pós-graduação buscam sempre se aperfeiçoar rumo à nota 7. Além de ter implicações práticas diretas no funcionamento da pós-graduação, o número é usado como base para estudantes escolherem seus cursos, e para agências de fomento orientarem suas políticas de financiamento. Adicionalmente, a própria Capes usa as notas para balizar a distribuição de recursos para os programas de pós-graduação, de modo que aqueles com notas mais altas recebem mais bolsas e verbas de custeio.
Na área de Biodiversidade, que abrange 141 programas de pós-graduação em Ecologia, Zoologia, Botânica e Oceanografia Biológica, aqueles considerados com conceitos 6 e 7 já somam 26, segundo a última avaliação quadrienal (2013-2016). O que leva um programa de pós-graduação a ser tão bem avaliado? A resposta tem múltiplas facetas e reflete um amadurecimento da própria visão de ciência e educação em cada instituição. Para Paulo Inácio Prado, vice coordenador do programa de pós-graduação em ecologia da USP, um dos fatores de sucesso é se preocupar menos com os indicadores de qualidade e mais com o que eles devem indicar. Ele dá o exemplo da produção científica dos estudantes, um dos critérios utilizados pela Capes na hora de avaliar os programas de pós. “Temos hoje um dos melhores indicadores de produção discente na área de ecologia, tanto em quantidade quanto em qualidade, como destacado na última avaliação da Capes. Porém, nunca definimos isso como uma meta institucional do programa ou criamos regras para forçar publicação pelos estudantes, como exigir envio de artigos a revistas para conceder o diploma. Pensamos que, com uma formação adequada, naturalmente a produção iria aumentar e os alunos iriam publicar mais e melhor”, explica Paulo Inácio. Diferentes contextos, estratégias convergentes
Número de programas de pós-graduação na área de Biodiversidade avaliados pela Capes. A avaliação vai de 1 a 7, sendo que as notas 6 e 7 referem-se a programas considerados excelentes. Os cinco programas de mestrado profissional, que possuem entre notas 3 e 4, não foram considerados no gráfico. Fonte: Avaliação quadrienal da Capes de 2017. Rafael Loyola, coordenador do Programa de Pós-graduação em Ecologia e Evolução da Universidade Federal de Goiás (UFG), destaca a política de contratação de professores como um dos fatores fundamentais para os bons resultados nas avaliações, passando do conceito 5, em 2009, para o atual conceito 7. Com a criação do curso de graduação em Ecologia e Análise Ambiental e a expansão universitária promovida pelo Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), houve um impulso na contratação de docentes. “Entre 2009 e 2012, o Departamento de Ecologia ganhou sete professores, a maioria jovens, saindo do doutorado ou pós-doutorado, com uma vocação de independência na pesquisa e produção de qualidade. Isso foi muito interessante para o programa ter professores animados, com disposição para orientar e que acrescentam na qualidade de publicações”, afirma Loyola. Outro aspecto que beneficia a qualidade é um maior acompanhamento e discussão dos projetos de pesquisa em andamento. Para isso, o Programa de Pós-graduação em Ecologia da USP adotou os chamados comitês de acompanhamento, inspirados nos “advisory committees” de universidades internacionais. Cada comitê é formado por um pós-graduando, seu orientador ou orientadora e pelo menos mais dois doutores externos ao projeto, que acompanham o andamento do trabalho e oferecem críticas e sugestões. “A gente tinha um tempo de titulação muito alto. Quando criamos os comitês, o tempo médio de conclusão do mestrado era de 37 meses, quando o recomendado pela Capes era de 30. Nós, professores, assumimos que somos corresponsáveis por isso e que não dá para o aluno diminuir o tempo de titulação sem um suporte. O comitê veio para ajudar que os planos de pesquisa fossem cumpridos ou ajustados a tempo de não prejudicar o tempo de conclusão das dissertações ou teses”, explica Paulo Inácio. O modelo é tão eficiente que passou a ser replicado em outros programas da área, como os Programas de Pós-graduação em Ecologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Além disso, programas de pós-graduação em outras áreas têm demonstrado interesse nos comitês. “Nosso programa foi procurado pelos programas de pós-graduação em Genética e em Fisiologia do Instituto de Biociências da USP para entender como funcionam os comitês de acompanhamento. O programa de Genética inclusive já adotou esse sistema”, complementa Paulo Inácio. A busca por boas práticas também depende de boas políticas de auto-avaliação. No Programa de Pós-graduação em Ecologia e Biomonitoramento da Universidade Federal de Bahia (UFBA), a tradição de refletir sobre metas e resultados alcançados contribuiu para que o programa saísse do conceito 3 e atingisse o conceito 6 em menos de 20 anos. Dentre as metas estabelecidas, algumas eram diretamente voltadas para os critérios da Capes, como controle da produção acadêmica e tempo de titulação. Outras eram definidas com base nas concepções do corpo docente sobre o que representa uma pós-graduação relevante. Neste segundo grupo, o objetivo era valorizar as conexões entre ecologia e epistemologia, além da interface com a gestão ambiental. “Acredito que essas políticas só foram bem-sucedidas porque o programa estabeleceu uma tradição contínua de formulação de suas metas, de estratégias para alcançá-las e da avaliação de seus resultados”, afirma Pedro da Rocha, vice coordenador do programa entre 2009 e 2011. Artigos científicos são importantes, mas não são tudo
Apesar disso, os critérios de avaliação têm sido modificados para valorizar mais as boas publicações. Atualmente, a Capes avalia a qualidade de uma publicação com base na escala Qualis, um sistema que afere a qualidade da produção com base no veículo ou revista científica em que foi divulgada. A classificação das revistas vai de A1 a C, sendo A1 o nível mais elevado. Cada publicação feita em um programa de pós-graduação ganha um peso de acordo com a qualidade da revista e se reverte em pontos na avaliação do programa. “A Capes tem feito o exercício de valorizar a qualidade das publicações, não só a quantidade. Mas claro que há problemas. Da forma atual, a publicação de dois artigos B1 vale quase 50% da publicação de um artigo A1. Na prática isso diz que dois artigos em uma revista local são mais importantes do que um artigo na Science, o que não é verdade em termos de impacto e alcance que o artigo terá. Mas a crítica em relação à Capes é também uma crítica em relação aos próprios pesquisadores brasileiros. É preciso lembrar que nós somos a Capes”, afirma Loyola. A ênfase demasiada na publicação também tem causado uma espécie de crise de identidade nos programas de pós-graduação. Os programas são espaços de formação de pesquisadores e não deveriam ter a publicação de artigos científicos como atividade fim. Para Paulo Inácio, relacionar a pós-graduação à produção acadêmica foi importante para alavancar a produção científica brasileira e treinar os estudantes, mas a ênfase na publicação se tornou exagerada ao longo dos anos. “É claro que é preciso um vínculo entre pesquisa e pós-graduação, mas a avaliação expressa que erramos a mão nisso. A pós-graduação tem uma lógica de aprendiz, em que a pessoa entra em uma oficina para aprender um ofício, e cujo foco é o processo, não o produto. Mas passamos a enfatizar demais a pesquisa e a produção científica, em uma atividade que não deveria perder de vista seu caráter essencialmente formativo, de aprendizado”, diz ele. Aproximação com a sociedade A atuação dos formados em outros espaços profissionais além da universidade impõe desafios aos programas de pós-graduação, que devem preparar seus estudantes para atividades além da publicação científica. Essas atividades incluem ensino e extensão universitária, que, juntamente com a pesquisa, formam o tripé do modelo universitário público brasileiro. Por meio de atividades diversificadas, os pós-graduandos podem ser preparados a desenvolver bons trabalhos em escolas, empresas e órgãos públicos, além de fortalecerem sua atuação como eventuais professores nas próprias universidades. Mas essas iniciativas precisam ser acompanhadas pelo aumento na demanda por profissionais com pós-graduação fora do ambiente acadêmico. A valorização de outras atividades além dos artigos em revistas científicas é uma das características que parecem unir bons programas de pós-graduação. Um exemplo é a produção de guias e livros, que não têm tanto peso quantitativo na avaliação da Capes, mas geralmente têm uma linguagem mais acessível e são utilizados por um público amplo, aumentando a capacidade de influenciar políticas públicas.
E é justamente a relação da pós-graduação com políticas públicas e a dimensão social que precisa ganhar mais espaço e investimento. “Avaliar o impacto de formação e o impacto social de um programa de pós-graduação é bem mais difícil do que contar e classificar os artigos produzidos, mas é necessário que estas dimensões passem a compor o cerne do processo de avaliação da Capes”, afirma Pedro da Rocha. Para ele, a produção de uma ciência que contribua com soluções para a sociedade requer que os programas de pós-graduação formem profissionais capazes de dialogar com outras áreas de conhecimento e com setores não acadêmicos. Pensando em ampliar o diálogo com outros setores sociais, a UFBA implantou o mestrado profissional em Ecologia e incluiu a linha de pesquisa “Ecologia aplicada à gestão ambiental” em seus cursos acadêmicos de pós-graduação na área. A implantação do curso ocorreu no mesmo período em que o Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex) financiava um projeto na universidade voltado para a interação com setores sociais vinculados à área ambiental. A aproximação com profissionais de órgãos públicos, organizações não governamentais (ONGs) e empresas da área ambiental fez com que professores e estudantes identificassem oportunidades e desafios de integrar conhecimento científico básico e aplicado. Os mestrados profissionais diferem dos mestrados acadêmicos por serem voltados para atender a demandas específicas do mercado de trabalho, enquanto os acadêmicos têm o objetivo de formar pesquisadores e professores que atuem na construção mais ampla de conhecimento científico. Apesar de sua importância, os mestrados profissionais ainda não recebem qualquer apoio financeiro da Capes. Em meio a dificuldades burocráticas e falta de interesse político, programas de pós-graduação com uma abordagem mais aplicada permanecem limitados a recursos provenientes do apoio de empregadores dos estudantes, muitos deles funcionários de agências públicas ambientais. O papel dos estudantes A participação dos estudantes nos processos de formulação de metas, estratégias e nas auto-avaliações também é fundamental. “São os estudantes que sabem, na prática, se o curso como um todo está sendo eficiente na formação, pois são eles que vivenciam a grade curricular, o processo de orientação, o resultado da administração cotidiana do curso. Quando os alunos não são chamados a participar do diagnóstico das atividades, ou são mas não participam, esta atividade não tem muita chance de sucesso”, afirma Pedro da Rocha. Além de acrescentar a perspectiva daqueles que compõem a maioria dos membros da pós-graduação, a participação estudantil é mais uma camada formativa, pois permite aos estudantes compreender os aspectos políticos e de gestão que permeiam o funcionamento de seus programas. Como consequência, saem mais preparados para assumir a posição de líderes e gestores e para promover o desenvolvimento científico e tecnológico do país. Luanne Caires é bióloga e mestre em ecologia pela Universidade de São Paulo (USP). Tem especialização em Jornalismo Científico pela Universidade Estadual de Campinas (Labjor – Unicamp) e integra o programa Mídia Ciência (Fapesp). Fuente: http://www.comciencia.br/qualidade-na-pos-graduacao-vai-alem-da-producao-de-artigos/ |
News
EULAC FOCUS PROJECT - WEBINAR “Diplomacy of Innovation and Science Diplomacy: A Vision for EULAC” more
“Opportunities for Cooperation between Latin America and Europe” Info Day Report more
Science Diplomacy Workshop more
EU LAC FOCUS FIFTH HOT TOPIC WEB CONFERENCE: THE ETHICS OF ARTIFICIAL INTELLIGENCE more
Conferencia Final de EULAC-Focus more
EULAC-FOCUS Final Conference more
VINCULANDO ESTRATEGIAS DE INNOVACIÓN Y COOPERACIÓN BIREGIONAL: CUARTA CONFERENCIA WEB DEL PROYETO EULAC FOCUS SOBRE ESPECIALIZACIÓN INTELIGENTE more
Analysis of EU-CELAC Collaboration in Science, Technology and Innovation more
Mapping and Analysis of Academic Networks and Mobility Schemes between the EU and LAC more
Literature repository on EU-CELAC cultural relations more
Events
Workshop extending to viticulture the approach of the 6-8 June workshop on milk production in Manizales
Date: 09/10/2019
Joint CAMINOS/OBREAL/EULAC Mesa de discusión on synergies between EU-funded projects
Date: 10/06/2019
VINCULANDO ESTRATEGIAS DE INNOVACIÓN Y COOPERACIÓN BIREGIONAL: CUARTA CONFERENCIA WEB DEL PROYECTO EULAC FOCUS SOBRE ESPECIALIZACIÓN INTELIGENTE
Date: 05/09/2019
Presentation of EULAC Focus approach and the OBREAL/EULAC Focus initiative on Clustering
Date: 22/01/2019
Workshop on EU – LAC Higher Education relations Advancing in the EULAC Foundation’s Matrix)
Date: 27/06/2019
Synergies between research and higher education in the framework of EU-funded projects
Date: 18/07/2019
Round Table on Open Science: “Hacia una estrategia regional para el acceso a las revistas científicas”
Date: 29/08/2019
Synergies between research and higher education in the framework of EU-funded projects
Date: 07/10/2019
Reunión sobre las relaciones entre CELAC y la UE focalizando los dimensiones cultural, científica y social en la UBA el 10 de diciembre
Date: 10/12/2018
“El trato a los trabajadores migrantes: Eje transversal de las relaciones UE – CELAC”
Date: 04/12/2018
EULAC FOCUS PROJECT - WEBINAR “Diplomacy of Innovation and Science Diplomacy: A Vision for EULAC”
Date: 03/12/2019
Sessions on synergies between EU-funded projects in the framework of the CAMINO A FIESA series of events
Date: 09/09/2019
Panel: La dimensión científica de las relaciones entre Europa y América Latina: complejidades y desafíos, 25th May, Lasa Congress
Date: 25/05/2018
THE ROAD TO A COMMON LANGUAGE, EU LAC FOCUS PROJECT’S FIRST WEB CONFERENCE ON RESEARCH INFRASTRUCTURES
Date: 13/06/2017
¿Cuál es el papel de la cultura en las relaciones entre la Unión Europea, América Latina y el Caribe?
Date: 12/07/2017
Chamber of Labour Austria: „Institutional power shifts in the EU and its consequences for social policy and gender relations“
Date: 11/05/2017
"Europa – América Latina y el Caribe: ¿Asociación estratégica o distanciamiento paulatino?"
Date: 28/11/2016
¿Rebasar la brecha científica? La circulación de conocimiento como alternativa a la dependencia
Date: 20/02/2017
“HOT TOPIC” WEB CONFERENCE: TOWARDS AN OPEN SCIENCE AND OPEN ACCESS SCIENTIFIC EULAC RELATIONS 18th of April 2018- 10-12 Quito Time
Date: 18/04/2018
How to Give Focus to EU - CELAC cultural, scientific and social relations: Who, What, Where and How?
Date: 26/05/2018
WP3, Cultural Dimension Event: Buenos Aires, Argentina - Introduction of WP3 and team members Delphi analysis (Diagnosis and Strategies)
Date: 07/11/2017
CATALYST - Harmonising Actions in the Caribbean Creative Ecology - A Creative Ideas Lab
Date: 13/06/2018
Public event at C3 Institute - “Gender and Transnational Knowledge Networks: Status and Participation in the international scientific exchange”
Date: 08/11/2017
Public event at IFTH - “Diversity and Inequality: Challenges for EU-CELAC Relations”:
Date: 29/03/2017
Public event at the IAI - “Mobility and the geopolitics of knowledge: Challenges of scientific exchange between EU and CELAC”:
Date: 29/08/2016

The scientific and technological cooperation between LAC and the EU has been a priority, both at the bilateral, as well as at the bi-regional level, increasingly gaining importance and space in the bi-regional dialogue with an independent set of political STI collaboration agreements between the EU and Argentina, Brazil, Chile and Mexico, as well as an independent EU-CELAC STI Senior Officials Dialogue and a number of thematic or general support projects under the EU Framework Programmes.
The literature repository on EU-CELAC cultural relations gathers the relevant literature - mainly published during the last 10 years - on cultural cooperation between the European Union (EU) and Latin America and the Caribbean (LAC).
The report aims at identifying key actors, instruments and schemes of EU-LAC academic cooperation as well as of patterns and trends of bi-regional mobility of researchers and to explore opportunities for connectivity and up-scaling of bi-regional mobility and cooperation between the EU and LAC. The report thus covers three different dimensions of mobility and academic cooperation between LAC and the EU:
Synthesis Report on Cross-Cutting Topics - Mobility, Inequality, Diversity and Sustainability in the EU-CELAC relations.
As publicações referem-se a periódicos, livros e anais de conferências nas áreas de ciência e engenharia na plataforma Scopus, de acordo com levantamento da National Science Board.
X Encontro Paulista de Biodiversidade, que integrou pesquisadores, gestores ambientais e tomadores de decisão em agosto de 2018. Imagem: reprodução de Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo.